Em Cartaz

19/10/2017

Sinopse

“O acaso… é um Deus e um diabo ao mesmo tempo”
Machado de Assis

Com roteiro de José Roberto Torero, Marcos Aurelius, Caroline Fioratti e Toni Venturi, A Comédia Divina é uma releitura do conto de Machado de Assis, A Igreja do Diabo, publicado originalmente em 1884.

O longa conta a história do Diabo, que abalado por sua baixa popularidade entre os mortais e inclusive junto a Deus Todo-Poderoso, resolve vir à Terra fundar sua própria igreja. Investe em uma nova imagem, mais elegante e sedutora, e baseia a doutrina da nova igreja na abolição de todos os pecados, defendendo que a luxúria é uma forma de amor ao próximo, a gula é uma necessidade do corpo e a inveja é um fator de realização profissional.

Conquistando a atenção da mídia, Satanás apodera-se de uma emissora de televisão, cria novas atrações e seduz para seu plano Raquel, uma ambiciosa repórter, que desbanca Mateus, o experiente âncora do programa O mundo em que vivemos. Apenas Lucas, diretor do programa que nutre por Raquel uma antiga paixão, tenta demovê-la desse caminho diabólico e impedir o sucesso do Diabo junto à humanidade.

Em fina sintonia com a mordacidade machadiana, o filme se passa nos dias atuais e constrói uma crítica ao poder da mídia, o mundo corporativo e a sociedade do espetáculo. Deus, interpretada por Zezé Motta, aparece como uma CEO que vive no alto de um moderno skylight. E o Diabo, interpretado brilhantemente por Murilo Rosa, é um personagem garboso que vive no sótão de uma repartição pública antiga, caótica e burocrática. Deus, Diabo e os Homens estão inseridos no mundo em que vivemos, e trazem para a tela as principais contradições humanas.

O elenco conta ainda com a voraz repórter interpretada por Monica Iozzi, Thiago Mendonça, como Lucas, Dalton Vigh, como Mateus e Juliana Alves como Lilith.

Nas palavras do diretor Toni Venturi:

“A Comédia Divina é um jeito de falar do ser humano, das questões sociais e políticas por meio de uma forma (a comédia) que eu não havia experimentado ainda. Então, acho que o desafio está aí, ampliar minhas ferramentas como diretor, sair do universo do drama social para outro gênero, sem abrir mão da inteligência e da ironia sobre nós mesmos.”